Rescaldo de Agosto. Meu querido mês de Agosto.
Já cheguei a desgostar de Agosto.
Antes Agosto eram as férias grandes no seu auge, as brincadeiras de criança no campo e na piscina, os pés descalços cheios de picos e resina, o som do vento a abanar os ramos dos pinheiros debaixo da sua sombra, o cheiro da terra nas minhas mãos. Agosto era bom.
Agosto era pai e mãe, avós, tios e primos...manas claro! Depois Agosto fechou para férias e perdeu viagens.
Passado uns anos, bastantes, Agosto presenteou-me. Voltou a sorrir, a deslumbrar. Voltou Agosto. Deu-me o meu maior gosto, o meu amor.
Este ano fizeste um ano em Agosto. Fizemos a festa e depois fizemos as malas. Voltamos ao pedaço de terra do papá, aquele no meio do oceano. Vimos o tio e os teus avós. Fomos muito felizes. Brincámos na areia, na água. Ficámos histéricos de alegria e de medo com pequenas grandes ondas.
Agosto viu-te começar a andar, Agosto viu-te doente, depois veio de lá mais um dente. Agosto viu-te com meses e depois com anos. Agosto viu-nos preparar a festa e depois a vivê-la. Agosto não esquece.


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