Está aí alguém (como eu)?
Há dias em que ando como se tivesse feito uma directa. Para dizer a verdade, neste último ano que começou a 20 de Agosto passado, pareço uma adolescente que anda na má vida, em grandes noitadas e depois...o corpo é que paga! E eu que nem fui uma adolescente que andou nessa vida, apenas ocasionalmente, porque sempre gostei e precisei bastante das minhas horas de sono. O miúdo dorme mal e não deixa ninguém dormir! E depois não há humor que fique de bom humor.
Já li imensos livros, ouvi muitas dicas, apliquei teorias na prática, recorri ao Melamil! A última cartada foi sexta-feira, a mudança de quarto. Mas isto implica muito mais da minha parte do que propriamente da parte do Rei.
Quando estava grávida achava que seria muito certinha na altura de tomar decisões e segura na altura de introduzir certas mudanças. A mudança de quarto era uma delas. Não sei porque motivo fui sair assim do tipo "tenho medo do escuro e da noite", mas é um facto que sou adulta de trinta e um anos, e é uma tortura ficar sozinha em casa de noite.
Tenho 3 irmãs mais velhas e nenhuma é assim, apenas talvez a mais velha, que entretanto superou muitos dos seus medos e acabou por dispensar a bonecada que ainda aos vinte e tais anos a acompanhava e protegia dos sonhos maus. Às manas do meio nada as afecta e sempre dormiram nas suas camas. Será a prova de que a educação não afecta este tipo de comportamento e sim que existe alguma tendência na nossa própria personalidade?
Eu... claro que já fiquei muitas noites sozinha em casa, inclusivamente quando estava grávida, mas dormia sempre de luz acesa e acordava facilmente. Houve fases em que me superei e até fechava a luz! Mas que corajosa!
O que é certo, é que depois do baby ter nascido voltei à forma antiga, de mariquinhas. Concordem comigo ou não, não é estranhamente esquisito o choro de lamúria de um bebé à noite? No meio do escuro, um choro repentino, sem aviso, sobressaltante, extremamente sonoro, sem razão aparente... é no mínimo angustiante, é insólito...
Quando me levanto para o acudir, colocar a chucha ou embalá-lo, vem aquele monstrinho debaixo da cama agarrar-me o pezinho e ai que vou dar um grito de terror!!!, como num filme. (Sou daquelas que não posso sequer ver filmes de pancadaria porque sonho com o tema, quanto mais terror!) O marido farta-se de gozar comigo.
Quando me levanto para o acudir, colocar a chucha ou embalá-lo, vem aquele monstrinho debaixo da cama agarrar-me o pezinho e ai que vou dar um grito de terror!!!, como num filme. (Sou daquelas que não posso sequer ver filmes de pancadaria porque sonho com o tema, quanto mais terror!) O marido farta-se de gozar comigo.
Imagine-se então o que é por o Rei sozinho no seu quarto, deixá-lo ali abandonado aos seus (meus) próprios monstros (e macaquinhos no sótão), ter de me levantar e passar o corredor escuro, enfrentando um percurso de tormentas, chegando por fim, 4 segundos depois de me ter levantado (o quarto é mesmo ali ao lado), lutando heroicamente contra tudo o que se mexe e se ri de mim.
Susto! O raio da Gata Pimenta acabou de passar por mim e tocou-me! (Esta sim, existe!)
Susto! O raio da Gata Pimenta acabou de passar por mim e tocou-me! (Esta sim, existe!)
Mas enfim, passámos a barreira dos 6 meses em que o baby ficou no nosso quarto pela desculpa mais do que válida de precisar de toda a atenção e de existir uma coisa que aterroriza os pais, chamada "síndrome de morte súbita". Depois inventámos a desculpa de que ainda estava frio e quando o Verão atacou fomos incapazes de o mudar, de tão habituados que estávamos à sua presença, e de tanto ele acordar e tornar-se desgastante ter de fazer piscinas até ao outro quarto.
E agora que El Rei está a caminho de fazer um ano não pudemos esperar mais. Pelo menos estamos a tentar e se correr mal voltaremos à primeira forma...e não é assim tão mau! Estores todos abertos para baby e eu vermos muita luz vinda lá de fora, luz de presença constantemente ligada, mais um ou outro boneco na sua caminha...e não é que ele até acordou mas não foi tão bera quanto das outras vezes? Mudanças à vista? Estás a ficar crescido? E eu, sim, continuo mariquinhas mas levanto-me e luto contra os monstros. Está aí alguém (como eu)?


este post me lembrou muito de mim mesma. Tenho 4 irmas e 5 irmaos entao cresci com case cheia e mesmo ficar sozinha de noite, com luz e televisao acesa - eh um pesadelo. Encontrei seu blog no FB no Limetree e gostei muito. estou te seguindo! grande abraco.
ResponderEliminarOlá Aida! Ainda bem que encontro alguém como eu :) Somos adultas mas há certos medos, quase irracionais e infantis, que às vezes nos acompanham. E o grande desafio é que os nosso filhos não descubram e não sejam iguais nesses aspectos menos bons...beijinho, obrigada por me seguir!
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