Cesariana ou parto? Olhá minha opinião!
Olá!
Costumo acompanhar blogs de mamãs e algumas gravidezes...Inevitavelmente toda a gente gosta de opinar, sendo que muitas críticas são construtivas e outras são simplesmente críticas maliciosas e sem fundamento.
Esbarrar com um comentário do género: "quem não experimentou parto normal não é mãe o suficiente e não sabe o que é ter um filho" é qualquer coisa de indigna de resposta. Muitas cesarianas há, que não foram escolhidas pela mãe, outras pelo contrário, escolhidas foram, mesmo podendo estas terem optado por um parto normal.
Também é muito recorrente desvalorizar-se um parto. Muita gente considera algo "100% normal e natural", não se relevando o facto de ser uma intervenção cirúrgica, onde há lugar a incisões, anestesias e procedimentos invasivos.
Há ainda os ecologistas do parto, que recusam qualquer tipo de anestesia e acham que todas o deveriam fazer pelo bem dos seus filhos. Chapéus há muitos, e opiniões também! Irei portanto dar a minha opinião, não científica, apenas empírica, ainda que baseada em conselhos científicos.
O que acho disto tudo? Cada um sabe de si! Quer cesariana, tenha! Quer parto normal, tenha, se for possível! Quer epidural, tenha! Não quer epidural? Não peça! Sobretudo devemos confiar no médico que nos acompanha, aconselhar-mo-nos e informar-mo-nos, e então decidirmos. O que adianta ter uma grávida em pânico na altura do parto se morre de medo de um parto normal e prefere ter o seu bebé de cesariana? É menos mãe por causa disso?
O que adianta ter uma mulher cheia de dores, de tal forma que já nem consegue fazer força quando é preciso? Não poderá vir a sujeitar o seu filho a um sofrimento maior e a ela própria do que se levasse uma anestesia? Obrigada, evolução! Ainda no século XX, para se tirar um dente, era a sangue frio...porquê sofrer agora? Optariam por tirar um dente a sangue frio quando podem extraí-lo sem dor? Como diz uma das manas, é como ter uma ferida aberta e preferir-se ser-se cosido a sangue frio, tudo para não levar o "elixir da insensibilidade temporária"...
É um facto que desconheço, cientificamente falando, os efeitos secundários de uma epidural. Mas por acaso, também conhecem os efeitos secundários de medicamentos quando os administram aos vosso filhos, ou confiam no médico que os prescreveu mas ficam de cabelos em pé quando lêem a bula? No entanto o médico não esteve presente nos testes de laboratório e não fez perguntas às cobaias...E se o vosso filho tiver de fazer um Raio-X? Vão deixar de o fazer apenas porque está sujeito a radiações? Ou decidirão por aquilo que acham que devem fazer e que já foi testado, ainda que exista um ínfima possibilidade da coisa não correr como se espera e de haver efeitos secundários? Há tanta ambiguidade na vida...
Quando estava na 35ª semana de gravidez, a minha obstetra perguntou-me que tipo de parto gostaria de ter. Eu disse-lhe que desconhecia o que era melhor, no entanto, gostava de ter um parto o mais normal possível. E sim, morria de medo do parto e tinha medo de não estar à altura que o momento exigia. Posso dizer que nunca tinha ficado sequer internada num hospital, ou feito qualquer intervenção cirúrgica, ainda que mínima.
No fundo ela queria saber o que me passava pela cabeça. É importante que o médico saiba quais serão as nossas preferências. No entanto, disse-me que os sinais do CTG e toque viriam a desenhar que tipo de situação se iria desenrolar.
Ela disse-me que a vontade do bebé era TUDO! A ele cabe decidir quando quer nascer, obviamente dentro dos parâmetros da normalidade. Depois, a vontade da mãe! Perguntei-lhe se ela costumava programar partos, pois tinha ouvido falar do assunto e gostava que ela estivesse presente. Ela disse-me que sim, mas que era menos frequente provocar partos. Qual a diferença? Programar é antever situações que por si só já estão a encaminhar-se para acontecerem. Chegado o dia da programação são feitos exames e a situação é reavaliada. Ou nasce hoje porque os sinais assim o indicam ou vai para casa esperar mais um bocadinho, até que os sinais se tornem evidentes.
Provocar um parto é contrariar a vontade do bebé, mesmo que seja um procedimento válido e necessário quando já ultrapassado o tempo de gestação, ou em outras situações de sofrimento do bebé ou mamã.
De qualquer forma, com 38 semanas, o bebé é já considerado um bebé de termo, completamente viável e apto à vida fora do útero.
Conselhos: oiçam o vosso médico e informem-se bem. Provocar um parto poderá ser mais difícil, quando não existem sinais dele querer nascer, pois o bebé poderá não colaborar muito na decisão. Às vezes esperar custa, mas pode ser valioso. Por outro lado, esses sinais poderão nunca vir a acontecer e ter de ser provocado o parto.
Informem-se sobre a anestesia. Se fosse hoje optaria novamente pela epidural. O efeito secundário que tive foram 2 semanas de dores nas pernas e pouca força para andar, mas valeu bem a pena na hora H. Uma das manas teve um problema com a epidural no primeiro parto, mas optou novamente por esta no segundo, e tudo correu bem.
A recuperação de um parto, segundo se diz por aí, é mais rápida do que na cesariana. Eu já vi de tudo! O meu parto foi maravilhoso e normal. O Rei quis nascer e não demorou muito tempo. Mas a recuperação foi lentaaaaa...
Boa sorte e não andem por aí a criticar-se umas às outras! Somos todas mulheres, todas temos direito à nossa escolha e cada caso é um caso, diferente do outro. Façam sempre o que acharem melhor para o bebé, em primeiro lugar, mas não se esqueçam de vocês.

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