Cresce ou não Creche? Cresce! Creche!
Pois é, eles crescem! E depois, crechem! Após uma licença de maternidade de 4 ou 5 meses, lá temos nós de os por numa creche, pois a mamã supostamente irá voltar ao trabalho.
Tantas vezes pensava nisso, que quando chegasse a altura de ele ir para o seu "trabalho" e eu voltar ao meu, iria choramingar mais eu que ele. E tão grande era o medo que o maltratassem sem eu perceber, que não lhe dessem toda a atenção que ele merecesse. Não queria "jamé" (como diria o nosso ex-ministro), que esse dia chegasse, nem os dias perto desse dia.
A escolha da creche envolveu bastante procura. Não é fácil conciliar factores tão diversos, como a confiança, a empatia, a qualidade, o preço, o estacionamento, o horário, as vagas, protocolos - mais ou menos ou exactamente por esta ordem -. Acho que telefonei e comparei preços para cerca de 12 sítios diferentes na área alargada da minha residência e tudo anotado num caderno.
Esta pesquisa foi feita com cerca de quatro meses de gravidez. Ao quinto mês, quando encontrei "O sítio" decidi e oficializei a matrícula! Encontrei tudo aquilo que procurava condensado numa só creche! Não me disseram logo o preço por telefone, porque queriam que visse as instalações. Na altura achei que era por ser muito caro, ou que as instalações não fossem tão boas, mas quando soube o preço presencialmente, percebi que muita gente acha que, por vezes, um preço competitivo (para uma privada), é sinónimo de má qualidade.
Não foi o preço que me fez decidir, mas a conjugação completa e total dos factores que mencionei acima. A empatia foi enorme, o sítio é acolhedor, as instalações novas e giríssimas, o estacionamento é fácil, o horário é óptimo, a alimentação é bastante acessível, e faz concorrência ao "fazer e levar de casa". E estamos perante pessoas que gostam realmente daquilo que fazem! Ah, e ainda, cerejinha no topo do bolo, tinham protocolo com a minha Ordem profissional!
A adaptação do Rei à creche foi óptima e feita numa semana, em que ele ia pouquinho diariamente e depois voltava a casa. Agora percebo que essa adaptação foi para ele, e para nós, pais!
Nunca o deixei lá a chorar, nunca o fui buscar a chorar, posso sempre ver como ele está na salinha e quando o entrego nos braços das educadoras e auxiliares, ri-se todo e vai bem. E os amiguinhos estão sempre bem e também não me lembro de os ter visto a chorar, mas antes pelo contrário, estão sempre com um ar satisfeito. Digo-lhe adeus e não prolongo o momento. Ele sabe que eu o vou buscar! E fica bem, adora aquilo. E eu também, apesar de sentir a sua falta durante o dia. Deixo uma foto de uma actividade para o Dia do Pai, com o seu dedinho a pintar estrelas.

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