13 de Maio, dentadinhas e educação das crianças
Olá,
hoje é dia de reflexão. O 13 de Maio assim o pede. Sou católica de religião, e devota de Nossa Senhora. Ela representa a Mãe universal, e como tal, achei que seria tema para o "Fralda ou Travessura". Isso e outras coisas que se prendem com a educação e a formação de carácter dos meninos pequeninos, que serão os homens do futuro.
Não sou nenhuma expert na área educativa e não faço ideia de como irá sair o meu "protótipo de gente", o meu pequenino Rei, que pouco mais sabe da vida, do que as suas necessidades básicas fisiológicas e de afecto. Quando olho para gente mal-educada e sem princípios, civismo ou qualquer tipo de sentimentos para com o próximo, pergunto-me como foi ele em bebé, que tipo de educação teve e que afectos e crenças lhe foram transmitidas.
Sei que muita gente não tem qualquer tipo de fé, no entanto, é boa pessoa e capaz de se preocupar com uma área mais abrangente do que o seu próprio umbigo. Sei que muita gente é completamente contra a religião. Sei que muita gente é católica fervorosa.
Eu encaixo-me naquele tipo de pessoa que teve uma educação católica "semi-rígida" - podia ter sido muitoooo rígida -, que ia à Missa todos os domingos e feriados religiosos, que já não comia nada 1 hora antes da Missa para poder comungar (esta nunca compreendi e a certa altura passou a ser facultativa). Rezava todas as noites, fiz os 10 anos de Catequese e todos os Sacramentos possíveis, ia bastantes vezes a Fátima como peregrina e aos retiros espirituais a que a Catequese nos obrigava.
Havia miúdos que estavam lá claramente revoltados e obrigados pelos pais. Não era esse o meu caso. Óbvio que por vezes me baldava, que me custava ir à Missa, tal como por vezes não me apetecia sair de casa para ir à escola, ou para visitar alguém.
Muita gente acha que a Catequese não serve para nada. Digo-vos que serve. Acho que um bocadinho de catolicismo nunca fez mal a ninguém. Não obstante eu não ser daquelas que vai em espírito de manada, questionar muitas coisas e acreditar na teoria do big-bang, sinto que até para o bang, terá de existir um criador. Acho que a Catequese, para além de cultivar a alma e o espírito, o convívio e o social, cultiva também a cultura, a História!
Muita gente pode não querer saber os "10 Mandamentos", ou as "Bem-aventuranças", os "Pecados mortais" ou os "capitais", se não está para ali virado. Talvez até só lhes sirva se jogarem a um Trivial Pursuit, ou se forem a um "Quem quer ser milionário", se bem que tenho as minhas dúvidas que perguntas destas "não sejam lá muito católicas" para este tipo de programas ou jogos de entretenimento.
No entanto, saber que foi no Monte Sinai que Moisés recebeu os "10 Mandamentos" já seria perguntinha de cultura geral, para os 5,000.00 euros! Onde aprenderia isto? Na Catequese! Ou em livros (se as pessoas forem daquelas que se interessam por leitura)!
Fugindo agora um pouco à cultura que a Catequese nos pode proporcionar, e com o 13 de Maio como imagem de fundo do meu Desktop, foi através da minha educação profundamente católica que me tornei naquilo que sou hoje. Não, não sou muitaaaaaaaaa boa! Mas apenas tento distinguir o que está certo do que está errado, mesmo que não jogue a meu favor, penso nas minhas atitudes e naquilo que elas poderão provocar nos outros, penso no sofrimento alheio e como posso contribuir para melhorar um pouquinho a vida dessas pessoas. Por vezes até me preocupo demasiadamente com os outros e o mal do mundo, pois agora até tenho por aí um "mini-eu" a circular, ainda que por debaixo das minhas saias, e não paro de pensar que há por aí muita maluquice e falta de respeito pela vida.
Fui educada a saber que existem meninos que passam fome e que não deveria desperdiçar comida, que não devemos julgar as pessoas pela sua riqueza exterior, que devemos dar-mo-nos com os fracos e oprimidos, pois até eles nos podem transmitir coisas boas, dizer bom dia ao homem que recolhe o lixo, que devemos partilhar e tentar não ser egoístas, e jamais passar por cima de alguém para alcançar o topo. O esforço conduz ao sucesso, e na vida, devemos seguir aquilo em que acreditamos. Isto faz-nos ser um pouco mais altruístas, mas já senti que ser tão boazinha por vezes também nos prejudica na nossa vida terrena, pois o mundo cá fora é uma selva! Perdoe-me Jesus Cristo, e seria motivo de confissão, mas não irei dar a outra face para a bofetada, e tentarei ensinar ao meu filho os limites do bom samaritano.
Em pequena, quando me portava mal, a minha Mãe dizia-me que o "Jesus ficava zangado comigo", quando dava dentadas nas minhas irmãs e fazia birras. Aquilo significava duas coisinhas: uma, estou lixada porque o Jesus é meu amigo e é tão bonzinho, que não o quero ver zangado comigo; duas, estou lixada porque no Natal ele não vai pedir os meus presentinhos ao Pai Natal. E logo tentava fazer as pazes com Ele - com a minha Mãe - e pedir desculpa às manas pelos dentinhos marcados no seu corpinho. Já que não tinha tamanho para a pancadaria, pois era a mais nova, tentava munir-me de outros meios para dar conta das mais velhas quando me chateavam -dentes afiados-.
Logo virá daí um defensor de outras teorias da educação, a dizer que não devemos ensinar os meninos a obedecer para ter algo em troca, mas quando as crianças são pequenas é um pouco assim que funciona. Os bebés nascem egocêntricos, para se poderem alimentar, ter afecto, atenção, fraldas limpas...não vêm munidos de sentimentos, nem de amor, nem de culpa. Até que vão crescendo e chega aquele ponto em que temos de os ensinar que ele já pode fazer as suas próprias sanduíches sem ter que pedir à mamã, já pode limpar o seu rabinho sem ter de pedir à mamã, fazer a sua cama e outras coisas, sem ter de pedir à mamã.
É aí que surge a recompensa. Terás coisas boas, se coisas boas fizeres. Não significa isto, ter o último grito da Playstation, mas ter pequeninas coisas que o façam perceber que, se cumprir os seus deveres, será beneficiado. Isto até ele ter a maturidade suficiente para perceber que terá de cumprir deveres, mesmo quando não obtiver algo em troca e muito antes pelo contrário.
Continuando a deambular pelo Catolicismo e pelo 13 de Maio, se os meninos todos deste mundo soubessem o que é o amor, o amor e respeito ao próximo, a fé e a caridade, o respeito pelo mundo e pelas suas criaturas, o honrar pai e mãe (e outros legítimos superiores), seguramente, menos barbaridades existiriam no noticiário. Como alguém disse, mais do que uma crise económica, estamos perante uma grave crise de valores.
E é no espírito da religião, que vos deixo uma sugestão gira para os berços dos meninos e meninas, de uma amiga minha, marca "Anjinho Gordo".
Deixo-vos também uma foto minha e do meu "mini-eu", a quem pretendo incutir os valores que me foram transmitidos. Ele depois decidirá se acredita ou não acredita, mas certamente perceberá o que é a bondade e o amor!


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