Sobre o transporte de bebés

Felizmente estou cá para contar a história, eu, que na época em que nasci, não existiam ovos, sistemas isofix, cadeirinhas confortáveis e seguras adequadas à faixa etária de cada criança, cintos de segurança nos bancos traseiros dos carros, slings e marsúpios e que fui a mais nova de 4 irmãs. Ora portanto os meus pais tinham muito (muitas) com que se coser...


Há cerca de um mês atrás, resolvi pois, acompanhada dos meus sogros, cunhado e marido, descer o elevador e andar os escassos metros que separam o meu prédio, até ao café da rua, carregando o meu filho de 4 meses ao colo.

Sentados no café, e com uma equipa de mais 4 adultos prontos a segurar na criança, caso a minha força de braços ou outros quaisquer músculos sucumbissem aos seus 6Kgs, ouvimos ums zum-zuns, vindos de outra mesa, e de quem aparentemente deve ter um curso de bebés, dizendo que estávamos a cometer um erro, a transportar assim uma criança tão pequena, sem protecção nenhuma. Achavam que ele deveria estar numa alcofa, ovo ou carrinho...mas está tudo doido? A alcofa já desde os 2 meses que foi para a reforma, o ovo, ele detesta-o, é só mesmo quando necessário, pois está sempre a berrar cada vez que lá o pomos. 

Qual seria o grande perigo em que esta mãe tão inconsciente (eu), que em casa transporta o seu filho ao colo, lhe dá banho, segurando-o sem qualquer protecção de outra peça de puericultura que tenham inventado entretanto, que até para subir para um avião, tem que transportar a criança ao colo, pois o ovo tem que ser entregue à entrada, e em tantas outras situações e transições de meios de transporte, tem que o carregar nos braços?

Acaso pensavam que poderia tropeçar nas pedras da calçada? Também posso tropeçar em casa, e já houve bastantes ocasiões em que isso aconteceu, mas felizmente consegui segurar-nos. Acaso pensam que em casa o bebé está no ovo ou no carrinho? Devemos pô-lo numa redoma?

Na minha altura ou da minha mãe (nem sequer vou mais atrás), as crianças eram frequentemente transportadas ao colo e não havia tantos adultos "per capita" (neste caso por criança), prontos a segurar nela, até porque geralmente havia mais crianças do que adultos.

E sim, estou cá para contar a história! Sou super adepta dos novos meios de transporte para criança, sim! E sim, não gosto de facilitar no que toca à segurança, mas excesso de protecção é paranóia!


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